Por que você se fez tão linda na perfeição imaculada? Tão cheia de vida em um doce suspiro de primavera…

Tão quente e sedutora pela brisa incógnita do verão. Você se fez sem erros, sem traços incompletos, sem chances de melhoras. Pintada do dourado mais completo, com um tênue azul firmamento, com traços do verde da melhor esperança e rosa de completa paixão. Os seus olhos brilham na complexa aquarela do desejo, da pérola mais sofrida e do impulso incompreendido. Seu toque não possui definição, não é seda, nem cuidado ou coisa conhecida e encontrada nas esquinas da vila. Possui carinho, a compreensão correta e a vivacidade necessária da maior das deusas que um dia existiu. Eu a queria tê-la não por um momento, não por um suspiro vespertino, não até a alvorada ou o néctar do sereno me limparem os olhos. Eu queria ter a noção de vida, perder a noção do tempo, entender a noção do amor e fazer, de cada passo dado, uma peça encaixada neste caminho de pedras.

Queria tê-la além dos meus sonhos, branca ou colorida, mas queria abrir os olhos e me deixar inundar da certeza que você existe e respira do mesmo compasso. Mas se não fosse possível, eu queria dormir eternamente. Dormir neste mesmo sonho que busco, neste mesmo sonho que você me toca, neste mesmo sonho que vejo seu aceno e só viver neste mesmo sonho para sempre…