Um ciclo sem um início conhecido. Um ciclo sem um fim definido. Uma junção de predicados que tentam se fazer objetos reais de uma parábola não escrita…

Os excessos nos rodeiam de firme vontade imposta. A presença não se ouve, mas sabemos que arranha as bordas adjacentes no salão anterior. A falta é personificada em verbos que lacrimejam sua potência no chão apõs o enredo. A cerveja é amarga e vencida, quente mesmo no inverno, sobressaída a uma medida que não cria uma satisfação. Apenas a dose diária que se diz proibida na propaganda amassada…

O sol recomeça sua jornada desconhecendo o horizonte que aponta. O homem do jornal se abriga por uma possível mudança climática que ainda não teve nenhuma característica. A criança sofre de uma alegria que ela mesmo esquecerá na próxima hora. O casal que cruza a rua ali na frente, quebra suas promessas eternas, quando se despedem chorando. A senhora leva uma sacola pesada, sem não conseguir cozinhar mais. O jovem vive sua ressaca, apertando o estômago e tomando um energético para sobreviver em sua própria derrota…

Eu sigo aprisionado e varrendo uma varanda que eu nunca usarei, por simplesmente me mostrar a realidade que eu fujo de todas as maneiras…