Todo conto ou poesia inicia-se com um primeiro verso. Ele dará o tom da lira seguinte e vai ser base para as rimas que existirem. O meu foi assim…
Tudo tem um início. Por mais absurdo que seja a história, ela possui um pontapé inicial onde todas aventuras ou desilusões começaram…
Os corpos dos dois se desvencilharam. A voz dela era baixa demais e ele nunca entendia se ela estava sendo superficial ou realista com a situação toda…
O livreto aberto ao acaso, faz o capítulo com a letra bordada e o início de uma poesia triste que já se sabe ser final…
Com um ritmo conhecido e uma máscara de demônio. Uma lágrima escorrida borrada de uma maquiagem e um pedido de desistência…
É um sol esquisito que brilha mais do que o princípio. É uma aquarela com tons indefinidos que percorrem o rio…
O copo esvaziou pela terceira vez, já eram mais de quarenta minutos de atraso e nenhum retorno. Ele entendeu que ela não viria…
Sempre quis mais do mesmo, preferi do fim ao começo. As jangadas de emoção distantes ao som do mar fumegante. O princípio do consulado correto, príncipe de copas no carteado…
Deste que teve todos os ingredientes possíveis, não teve realidade. Mas se é sonho, tem que ter a fantasia…