Quando já nada vale a pena, a regra diz que seguir o jogo e apagar os movimentos é o resultado mais infalível…
É hora de reagrupar momentos e desejos. Realinhar objetivos e pensamentos. É hora de reacender alguma chama perdida, sem se perder do que já foi revivido. Reviver é a máxima loucura — e uma perda de energia. Não existem palavras, duras ou maquilhadas, que possam suavizar o momento e as decisões tomadas. Chega o momento em que o ponto final pede mais espaço, quando as reticências dos suspiros já perdem o significado e não têm mais poder para continuar nenhuma história…
A ironia já pesa os olhos, o sarcasmo vence o relógio, e até a fragrância doce da chegada já enjoou por completo. Cansamos das desculpas, das limitações, e não conseguimos mais criar as fugas necessárias para manter essa ilusão acesa.
Custou tempo, custou dor, custou recomeços — valeram as memórias. Alegrou as lembranças enquanto era meio, mas que agora pesa como sendo final. Fechamos a porta sem um sorriso, mesmo este sendo a única parte que nunca soube mentir…
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