Era tarde da noite com a vodca de sempre no copo, com a garrafa vazia encostada na pia da cozinha…
Você se lembra como éramos jovens e tudo se encaixava perfeitamente como música? Ou até mesmo como o sol parecia nunca parar de brilhar, mesmo com a chuva companheira…
Ela sempre marcava os dias de sol. Era como se fossem presentes inesperados que recebia quando acordava…
Uma pétala de vidro aberta no pilar externo. Uma violeta perfumada no canto escuro da sala…
E a parte boa disso tudo, é que tudo isso não é complicado. A fase é passageira se você passar direto por tudo…
Ainda sinto seu perfume em meu quarto, mesmo você nunca tendo estado aqui. É apenas uma parte do meu cruel destino…
Que outrora desbravaram dificuldades e novos caminhos, que foram guias em dias perdidos…
As alças não se estendem mais como deveriam. Com um véu seco, impermeável que dança ao vento noturno…
O vento forte destrói a rosa frágil do jardim interno. É a última possibilidade de uma primavera completa naquele entorno…