Alertas perdidos na saída da cidade. Sirenes que silenciam pensamentos e sonhos. Palavras perdidas em um muro quebrado por derrotas impensáveis…
Há exatamente um ano eu chegava à Europa. Duas malas não cheias de roupas, mas uma infinidade de sonhos para realizar na cabeça…
A distância é algo inevitável na vida, mas quando ela se torna um obstáculo para algo antes corriqueiro, começa a machucar…
“Você tem ideia de como estamos agora e como pensávamos em estar?” era uma pergunta que ele fez, mas que não precisava de resposta…
Um gole a mais, outra partida a menos. Um gole a mais, outra desilusão à mesa. Um gole a mais, outra situação inexplicável…
Uma mão estendida, um pedido fraco e sem forças, mas com uma resposta simples e negativa, uma faísca aparece nos olhos e um sorriso aparece onde não havia vida…
A luz teima em brigar para preencher um espaço morto e esquecido. Aquele espaço fechado com uma chave perdida para sempre…
Talvez seja alguma “maldição”, mas acho mágica a sensação de ter uma presença de alguém que já foi deste mundo, tão perto de nós…
Não busque pela minha foto manchada de incertezas e frases prontas. Não queira se guiar por um sorriso tão desfigurado e sem nome…