Ambos demoraram para dormir. Despertaram poucas horas depois, mas sem cansaço. A ansiedade da conversa era maior…
Ainda faltava metade do caminho para chegar em casa. Chegaria tarde e dormiria pouco, mas pelo menos a noite valeu muito a pena…
Clara ainda tinha as mãos nos lábios quando o trem chegou à estação seguinte. Foram cerca de 5 minutos em um mix de surpresa, lembrança e alegria…
Ainda rindo da situação passada, se virou e encarou a realidade que não havia mais trem e teria que caminhar até sua casa…
Era uma forma de fuga que talvez nunca saísse do papel. Daqueles planos mirabolantes para encontrarmos um amor infinito que nunca existiu…
Ele passou a manhã toda olhando para o celular na esperança de receber um retorno. Durante o almoço, a mensagem chegou…
A noite se calou pela última vez. Ruídos foram ouvidos, mas foi o rangido da tristeza que tomou conta de todo o ambiente…
Era uma teia de mentira sem fim, onde se perdiam as narrativas e razões. Onde se perdeu inclusive o pouco de realidade que existia…
Uma garrafa estourou no horizonte, liberando sua energia em pequenas porções e mostrando como era de verdade…