Ainda sinto seu perfume em meu quarto, mesmo você nunca tendo estado aqui. É apenas uma parte do meu cruel destino…
Que outrora desbravaram dificuldades e novos caminhos, que foram guias em dias perdidos…
As alças não se estendem mais como deveriam. Com um véu seco, impermeável que dança ao vento noturno…
O vento forte destrói a rosa frágil do jardim interno. É a última possibilidade de uma primavera completa naquele entorno…
Eram marcas de uma noite que não deveria ter existido. Era mais fácil ignorar a chamada, o convite em cima da hora e o desejo intensificado pelo álcool…
Distanciados pela relva seca do inverno no continente. Desembrulhado sem jeito por uma corrente de ar nova…
É um ciclo vicioso que nunca se fecha. Um eterno início-meio-fim que se repete sem freio…
O sol nasceu, está tão frio que poderia congelar. Há tantos lugares que sonharia estar, mas está preso em uma mesma derrota…
Foi como todo um novo acontecimento com um mesmo final, que deixa pontas soltas mal colocadas e toda uma história por contar…