É um monstro invisível que beira pelos cantos, no silêncio que se faz ouvir e no escuro que faz brilhar…
Sempre comentei que iria até meu joelho estourar. Sempre soube que seria uma atividade finita e que esse fim chegaria…
São contrastes que machucam, mas que deixo passar. São detalhes que antes me incomodavam, mas hoje fico alegre de tê-los, para que me lembrem o quão velho estou…
Havia uma certa tensão no ar, era como se estudasse os passos e palavras para fazer sentido ali, soltas em uma ruela qualquer…
Um colírio de promessas que se quebra com o vento de agora e leva um segundo mais que a conta da curva no canto qualquer…
Não existe culpado ou razões para essa mudança. O que antes era intocável e digno de aplausos, hoje ganha contorno de tristezas por vermos que seremos iguais aos que criticamos anos atrás…
A aflição foi o início da conversa entre eles. Uma súplica por parte dela e uma tranquilidade transparente por parte dele…
Se a inspiração falta, o ar respira as notas na vitrine do saber… Se a conjugação é fraca, as diretrizes explicam e desenham uma incógnita…
Diga para a ela que eu estou bem, que meus olhos se cansaram de esperar na mesma janela, dias inteiros, o carro azul chegar para poder sorrir…