Um colírio de promessas que se quebra com o vento de agora e leva um segundo mais que a conta da curva no canto qualquer…
Um desabafo contido de uma pétala solta. Uma anedota sem rima, com o peso do pudor, se desfez das entrelinhas vespertinas. A novidade tracejada de passado, contou o que nunca foi inventado e criou sua própria rede de intrigas. Um conjunto de abraços baratos e superficiais aconteciam no sol das duas, que derretia o asfalto e criava bolhas de aflição no menino da banca. Era um fim de uma época que sonhar e acordar tarde era permitido e a preguiça não fazia morada fixa por ali. Os olhos brilhavam com a descoberta do fruto proibido e agora tinha uma pimenta plantada em seus pensamentos para sempre…
Um beijo final, um contato perdido, um crime leve, uma vantagem acabada, um pedaço de mal caminho, um porre esquecido, uma noite que virou dia e um punhado de adjetivos que fantasiavam demais o verão.
Os dois apenas abriram os olhos depois do beijo, com um sorriso malicioso demais carregado em seus lábios, eles foram embora achando que descobriram algo além, mas de fato iriam se esquecer após a próxima chuva do mês seguinte…
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