Deste rabisco sem início surge uma nova epopeia. Das letras tensas e tremidas é composta uma nova canção…
Guiando pela noite, batidas desconexas de algo não muito fechado. O som, que é sempre aleatório, brinca com suas lembranças novas…
Quis fugir e gritar uma agonia latente. Uma vontade de recomeçar que se perde nas entrelinhas da conversa…
Em horas de calor e álcool as promessas se intensificaram. Não eram apenas juras sacramentadas, era um início de amor…
Doce melodia tão difícil de cantar. Flashes de memória que transcrevem os momentos que o rádio cantou, em uníssono, o orvalho do anoitecer…
Eu penso em suavizar as nossas extremidades, em tecer um comentário tenro que te faça suspirar com um sorriso matinal…
E enquanto sonhamos com o lindo sol de verão, temos o longo inverno de companheiro fiel…