A voz que sai da caixa já é desconhecida para mim. O ritmo se foi, o jeito de cantar e encantar está adormecida em algum lugar da minha vida passada…
Chorou seus últimos suspiros, seu último fito, sua última gota branca de esperança, seu último pulo em busca da solução…
Nos perdemos com tantas combinações existentes, que fica difícil dizer qual foi o início dessa sequência…
E de repente já escureceu e todos os planos listados continuam intactos e apodrecendo na espera…
Ele estendia a mão para mais uma pílula. Mais uma dose plastificada de uma substância que trouxesse um alívio permanente…
Ele desistiu de apressar os pontos de sua rotina para parecer ocupado demais…
Por que pensamos em trevas se nos é mostrado um novo nascer do dia, com sol e energias renovadas?
E ontem saí por aí. Andei sem rumo. Sem ideias. Sem objetivo. Sem hora. Sem pensamento. Sem nada além…
Ele gostava de ouvir histórias aleatórias para se sentir parte de algo novo…