Mesmo quando o início parece cena de filme, a trama ganha caminhos tortuosos e cedo ou tarde, acabamos voltando às nossas origens, orgulhos e medos…
Eles se beijaram no silêncio do cartão postal da cidade. Não haviam testemunhas naquela noite, mas ali foi o primeiro beijo que deu início ao confuso relacionamento criado…
Ser acordado pelo pleno orvalho e pelas pétalas de vida invisível, desatando os laços unidos e fantasiados de um relacionamento vitalício…
Lancei dados ocultos em névoa clássica e pendurei por ponteiros que marcavam alguns instantes desenhados nos muros de outrora…
Depois de 14 dias, 407 quilômetros e incontáveis lembranças, a Catedral de Santiago de Compostela aparecia no horizonte, com um sol brilhante e quase sem nuvens…
Admito que quando comecei o Caminho, eu não esperava me emocionar ou sentir a necessidade de extravasar em choro os meus motivos…
Se perguntarem a minha grande lembrança do Caminho, minha resposta será “Tamel”. Uma vila minúscula de Portugal (menos de 3000 habitantes) que é uma das paradas “tradicionais” do Caminho Português…
Se buscarmos a explicação de acaso, podemos encontrar que é algo que acontece sem motivo ou explicação aparente…
Justamente no terceiro dia de caminhada, eu digo que venci os últimos medos…