Ele guarda o lugar da frente com a esperança que seja ocupado rapidamente. Ele carrega um sorriso fácil e sempre uma palavra leve nos lábios…
Encontrei as peças do quebra-cabeça manchadas de tentativas. Algumas tortas para tentar se adequar, outras intocadas por terem as cores da realidade…
“O que você está fazendo?” seria uma pergunta solta se não fosse o alerta para se pensar melhor nas atitudes do seu dia…
Tentei almejar um bom lugar para avistar tudo, mas de só avistar, meus braços doeram e tive que ir para luta…
“A mesa é só para um mesmo…” e a garçonete sorri como se fosse algo comum, mas ele percebe que cada vez mais não é…
A mesma canção ecoa por baixo da porta fechada. A mesma melodia toma conta do quarto. Escuro, frio, caótico e que respira a mais profunda solidão…
Quis fugir e gritar uma agonia latente. Uma vontade de recomeçar que se perde nas entrelinhas da conversa…
O frio aprisiona. Faz lembrar um tempo de liberdade palpável, brinca com as não possibilidades, enquanto apenas te lembra de que você não pode sair…
Alertas perdidos na saída da cidade. Sirenes que silenciam pensamentos e sonhos. Palavras perdidas em um muro quebrado por derrotas impensáveis…