Às vezes me perguntam por onde eu andei por todos esses anos. Qual a razão do silêncio imposto sem nenhuma razão para existir…
Um pacote de promessas fáceis de cumprir e uma passagem de ida para um destino completamente acessível para o êxito futuro…
Se alguém o visse caminhando por aquelas ruas, diria que ele vivia por ali. Caminhava sem dúvida, sabendo onde ia e o que buscava nos seus passos…
E ele entra naquela rotina de vestir suas verdadeiras roupas e enfrentar sua realidade fria e cruel durante o fim de semana…
Trancou a porta do apartamento e desligou o celular. Ele precisava do silêncio para recarregar suas energias e reencontrar seu caminho…
Era a terceira vez na mesma semana que ele fazia o mesmo pedido naquele fast-food. Sorriu ao ver que o ticket não foi impresso, mas seu pedido já estava presente no visor de atendimento…
“A mesa é só para um mesmo…” e a garçonete sorri como se fosse algo comum, mas ele percebe que cada vez mais não é…
Era um medo que não se palpava. Era uma constante alucinação de algo que nunca havia sido de verdade…
Sempre soube que nossa história iria terminar desse jeito. Uma mensagem não respondida, nossas vidas tão diferentes e com uma noite mal dormida como o deleite final…