Ela nem esperou muito tempo. Após sair do trabalho e entrar no seu carro, ligou para ele. Precisava rir um pouco e ter uma companhia na sua volta para casa…
Ele estava em uma daquelas reuniões inúteis quando leu a resposta e quase riu alto. Ainda bem que ele conseguiu se conter…
Demorou duas horas e meia para ela responder e pelas frases e modo de escrever, havia um alívio e alegria na resposta…
Eram pouco antes das 13h da tarde, de terça-feira, que o interfone tocou. Era o carteiro avisando de uma nova correspondência…
O livreto aberto ao acaso, faz o capítulo com a letra bordada e o início de uma poesia triste que já se sabe ser final…
Com um ritmo conhecido e uma máscara de demônio. Uma lágrima escorrida borrada de uma maquiagem e um pedido de desistência…
É um sol esquisito que brilha mais do que o princípio. É uma aquarela com tons indefinidos que percorrem o rio…
O copo esvaziou pela terceira vez, já eram mais de quarenta minutos de atraso e nenhum retorno. Ele entendeu que ela não viria…
Sempre quis mais do mesmo, preferi do fim ao começo. As jangadas de emoção distantes ao som do mar fumegante. O princípio do consulado correto, príncipe de copas no carteado…