Havia uma certa tensão no ar, era como se estudasse os passos e palavras para fazer sentido ali, soltas em uma ruela qualquer…
Um colírio de promessas que se quebra com o vento de agora e leva um segundo mais que a conta da curva no canto qualquer…
Diga para a ela que eu estou bem, que meus olhos se cansaram de esperar na mesma janela, dias inteiros, o carro azul chegar para poder sorrir…
A insônia guia um tiro certo, guia um mar em respaldo a clareza da mente. Guia de forma sucinta a mente por entre vielas que já foram visitadas…
Toxina que arde as propagações do frio externo. Ruído do atrito perdido da risada que machucou o inverso…
Pétala de chuva que molha os grãos do asfalto branco da rua adjacentes. Um tilintar de sinos que parecem joias suspensas em um céu de brigadeiro…
As cores repetidas mostram que o cenário é o mesmo. Com discussões apenas imaginadas porque a porta nunca foi aberta…
A placa dizia para nunca se desistir e buscar uma nova saída, mas como fazer isso sem um caminho?
Candelabros guiam o caminho tortuoso de uma canção triste.