“Se soubesse das outras letras, teria criado mil outras histórias, finais e desilusões, mas eu parei naquela letra e nenhuma queimou meu corpo como aquele rapaz…” continuava a velha…
Risos ecoando ao longe, após uma nevoa que trouxe mais questionamentos do que razão. Uma boa pitada de poesia intransponível feita de algodão…
Tinha um envelope na mão, cheio de ilusões e postado com um destino improvável. Improvável de vestimentas, de cheiros, de lugares ou de reviravoltas…
Deste rabisco sem início surge uma nova epopeia. Das letras tensas e tremidas é composta uma nova canção…
Guiando pela noite, batidas desconexas de algo não muito fechado. O som, que é sempre aleatório, brinca com suas lembranças novas…
Foi com toques de uma maciez marcante, um sal com nuance doce, um pêndulo parado por conta de uma respiração. Foi um pesadelo de amor de algo que nunca aconteceu…
Tenho saudade de outros lugares, sonho com outros destinos e por mais que tente, nunca consigo pensar que aqui é para sempre…
Sua suavidade me assusta, a calmaria plena do olhar. O instante perdido inédito e a reprise dos momentos vividos pela vivência…
Esse texto pode ser seu, meu, do seu amigo, do seu vizinho ou de alguém que você nem imagina existir. O fato é que a vida é frágil e isso é algo que precisamos pensar mais…
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