O livreto aberto ao acaso, faz o capítulo com a letra bordada e o início de uma poesia triste que já se sabe ser final…

São as primeiras palavras de um coração falso que não consegue mais distinguir a verdade da ilusão ou até mesmo entender suas razões óbvias. Um canto dormente que chega ao seu fim, antes de agradar os ouvintes. É aquele olhar que já não consegue brilhar com novidades ou otimismo, por um cansaço que não tem remédio ou melhora. É o resultado de mentiras e calúnias que dançaram na chuva que borrou a maquiagem da menina perdida. Uma alternativa perdida em um mar de possibilidades que trouxe, além da brisa salgada típica, o pecado aflito para morar logo ao lado. Aquele barulho que machuca e ao mesmo tempo sufoca o coração falso, do início, que já nem percebe mais a direção que precisa guiar o corpo que ele comanda…