Dor engraçada que se aplica na poesia descarada. Uma frase curta para se dar a intensidade da rima. Do ritmo dessa canção que nem se entende…
A flor ressacada depois de uma maça na manhã. Uma máquina que limpa o que a natureza jamais deixou de dar. Um casaco esquecido e empoeirado pelo verão quente. Um rabisco de tentativa e o sucesso da investida. A marca que não se esquece, o ritmo que já é central, a violência de uma queda de temperatura e os segredos relegados à simples adivinhação.
Os moinhos desativados, a arquitetura neutra, a ausência de cor sentida, o pássaro sem canto. A previsível partida, a mentira escrachada, a traição pelo olhar e o alívio por estar sozinho. O quarto gelado, um fino rancor, uma festa sem hora e o pátio da dor. O início do fim e o meio pro intermédio, fazem as equações consoantes no firmamento aberto. É a breve descrição de um sorriso da criança que brinca na segurança de um aperto de mão…
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