Foi com toques de uma maciez marcante, um sal com nuance doce, um pêndulo parado por conta de uma respiração. Foi um pesadelo de amor de algo que nunca aconteceu…

Um romantismo sem base romântica. Uma via lenta de emoções desencontradas. Uma poesia aberta, mas com detalhes pessoais demais para serem notados ou descobertos. Era um código que apenas os olhos sabiam como desvendar. Uma relação intensa que se desfez por tão pouco. Foi uma promessa finita, em uma enxurrada de emoções imortais. 

Não era possível ver o tempo ou saber como estava a temperatura. Tudo foi tão desfocado do ponto inicial que parecia um sonho qualquer, dado por um cochilo de fim de tarde. Os nervos saltaram às mãos. Um eclipse que durou um segundo a mais para ser notado. Uma reviravolta tão orgulhosa de si, que apagou os traços que deveria demonstrar. Foi como se não tivesse sido, apenas para lembrar como seria se tivesse ocorrido daquela forma. Foi redundante e as duas pontas soltas dessa história, odiavam a redundância submetida…