Seu nome era como o refrão daquela canção que poucos conheciam e muitos gostavam…

Uma doce infusão de melodia, verbetes soltos e decanos que se intercalavam fora de seu significado comum. Um caminho de pétalas desconhecidas, mas que perfumavam todos os cantos de lembrança confessados por seus destinos. O refrão era imponente, como seus olhos admirados pelo novo que aquela rotina sempre lhe trazia. A motivação de continuar realizando os mesmos afazeres, para resultados diferentes e fora de um contexto singular.

Era uma primavera fria, chuvosa e ao mesmo tempo encantadora pelas promessas além. O sol brilhando até mais tarde, os dias ficando mais longos e os pássaros voando para longe dali, para se refugiar do que estaria por vir.

Ela abria a janela para convidar aquele desconhecido a seus segredos. Queria domá-lo com seus beijos e promessas de noites quentes e prazeres novos. Queria contar suas frustrações e lhe mostrar seus ritmos. Queria que ele esquecesse do refrão que ele desconhecia, para que ela pudesse criar sua própria canção, sem seu nome no meio…