Um recado deixado na caixa postal da vizinha fez aparecer uma nova luz de esperança por aqui…
Era um apelo radical. Um silêncio supremo para que as aflições parassem e dessem um espaço para respirar. Um espaço que pudesse repetir o sorriso que antes era o fato de destaque. Era um tempo de silêncio que traria de volta a forma de sonhar leve, tão comum em suas noites. Além disso tudo, era um tempo que clamava para que todas as dúvidas sumissem sem deixar nenhum rastro.
O recado não havia muita coisa. Era um desespero, com porte atlético. Um medo, que crescia a cada suspiro. Uma angústia, que poderia ser fotografada em alta definição. Havia um temor atrás de cada palavra, como se aquilo dependesse a vida e que ela era tão frágil que poderia sucumbir.
O apelo chegou até aqui e ficou para o jantar. Bebemos o vinho da verdade e brindamos que o silêncio fosse iniciado na manhã seguinte e que durasse até que o medo fosse queimado pelo verão que iniciava na rua da frente.
Conte-me algo aqui...