Era novembro e a brisa gelada se apoderou das suas entranhas poéticas…

Era aquele tempo que a respiração se tornava gelada demais para aguentar sóbrio. Era preferível se embriagar e afugentar os novos medos desconhecidos, do que viver a insônia com a gelada madrugada que crescia lá fora. Era aquele tempo que os pés congelavam mesmo com o abrigo provisório e que o corpo sentia falta do abraço quente que sempre encaixou tão bem depois do sorriso. Era o tempo que mesmo com o céu sem nuvens, a enxurrada de dúvidas e perguntas vazias, inundavam completamente as suas canções. Era o tempo que a umidade não deixava nada em paz para secar e ser guardado do jeito certo.

Ele tentava disfarçar, mas sabia que era tudo uma redundância do que ele estava vivendo há quase um ano. Um livro repetido e um filme com o mesmo enredo. Desde que ele decidira deixar para trás a sua nova paixão, fazendo seu pacto mortal com a solidão fria e gelada desse mundo novo que ele sempre quis trilhar…