Guiando pela noite com batidas desconexas de algo não muito fechado. O som é sempre aleatório e brinca com as novas lembranças…

Cada música certa é um suspiro onde invadem inúmeras imagens. Guardo todas com medo de perdê-las, talvez meu maior problema. Cada palavra da melodia é associada à um momento – seja uma vida passada, uma promessa quebrada ou até algo que não ocorreu. Crio histórias, mas não as escrevo por vergonha. Minha mente é desconexa da realidade, pois toda essa confusão, acaba sendo meu maior desafio.

Guio por meus tantos caminhos conhecidos, interpretando os desconhecidos e logo encontro minha direção. Queria me perder para me encontrar, como diria uma das frases da música anterior – ou a anterior da anterior. Queria conversar sobre a vida que não tenho. Queria, mesmo que por um leve segundo, saber o que escrever e saber como não sonhar mais com seus olhos claros. Queria tantas coisas que o retorno ficou tão longe que desisti…

Deste retorno perdido – e consequentemente novos destinos – chegam novas lembranças, novas imagens e novos amores…

Ou seja, a rotina surgiu novamente pedindo passagem…