Era sempre o céu da noite que pintava seus olhos. Era sempre a mesma misteriosa brisa gelada que aquecia seu peito…
Era o oculto que ela admirava para aprimorar seus sentimentos. A escuridão convidativa que enchia seu coração de esperança. Um vento cortante, no meio da madrugada, que a libertava dos pesadelos. Era a noite que ela cultivava como a melhor parte da sua vida…
Recusava os olhares atentos para a explosão de cores que o sol trazia para o céu. Dizia, perdida em suas aflições, que se parecia com as estrelas – pontas soltas, potente e sempre em movimento, nunca a mesma de antes. Sabia também que seria notada depois de morta. Que lembrariam do seu brilho, da sua poesia indecifrável e do mistério profundo que carregava em seus passos.
“Todos eles verão minha obra completa…” dizia ela ao contar as estrelas e dormir com o frio da noite guardando seus sonhos e desejos perdidos de um mundo que nunca a notou…
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