Pétala de chuva que molha os grãos do asfalto branco da rua adjacentes. Um tilintar de sinos que parecem joias suspensas em um céu de brigadeiro…
Negra flâmula dançando a um sabor agridoce do futuro. Uma melodia carregada de consoantes e verbos intermináveis. Conjunções que sobrevoam a mesma nuvem do início, com um ciclo viciante de novas rimas e pouca poesia de esperança. Falsas prometem que criam um sentimento de paz e nojo aos diferentes cantos desse quadro rarefeito. A bíblia do mundo foi usada demais pelo dono anterior que a deixou seguir seu caminho, mesmo ela não sabendo onde era que o sol nascia.
Atritos inimigos de uma cidade inteira, com o tremor característico da falta de medo faz o menino desenhar um fantasma na esquina. Nela uma mulher ri de uma piada no seu celular, ao mesmo tempo que um velho chora ao ler a última carta de seu amor. A cena é separada por uma varanda de cristal e uma lata de tinta spray que promete criar tudo, menos a arte e a natureza morta para o jantar.
O carro liga e passa pelo grito de socorro. Ninguém percebe e ninguém se importou, mas a menina de vestido claro como a lua, se jogou para o seu sono final…
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