Era a mudança de estação que chegou tarde, mas embelezou o pedido que a melodia trazia com o vento do entardecer…

Era como se a viagem estivesse começando, com ela brincando de desenhos de ar e eu perdido em seus enredos românticos. Era um placar que não importava, porque perder não é negativo quando os significados não são conhecidos. O caminho ia se formando como por um passe de mágica e eu ainda contemplava a conjunção perfeita entre a paisagem, o perfume do seu corpo e o toque macio de uma alma leve e completa.

Eram frutas maduras que traziam frescor e nos completavam de energia e paz. Ela em meus braços, com beijos que explodiam em cores e promessas que se estendiam pela novena pagã que tanto havia ignorado em meu passado. Ela sorria a cada piscada e se deleitava plena em um orvalho frio, mas que não incomodava porque tudo era uma melodia conjunta. O vento. As árvores. Os pássaros. Ela e eu…