E tudo se vai para longe desse bairro que se confunde com outra cidade que jamais estive…
É uma concordância nominal perdida entre regras e terminologias esquecidas. Um acúmulo de arbitrariedades incoerentes, mas que juntas seguem um enredo de filme romântico de época. Aquela névoa de alegria da sua música favorita, com as lágrimas do adeus inevitável do amor da sua vida.
As datas correm, os dias mudam sem conhecimento prévio, as horas se perdem na rotina corrida que temos por aqui. A sirene é descompassada, o sol arde sem querer, a proposta de emprego vence e outra chega para a mudança que nunca se deseja, mas se sonha.
É a loucura de estações que já não carregam o mesmo significado. É uma primavera que nasce sem força, porque o inverno foi fraco e quase inexistente. Um verão poderoso, mas que parecia um outono quente. É confuso como as rimas do soneto pintado no muro do vizinho. Justo naquele muro que antes estava escrito que a poesia era a responsável pela morte do amor…
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