Era uma rosa dobrada por um tempo que nunca deveria existir. Ela sofrera todos os males que nunca deveria ter ouvido…

Era uma rosa pequena, mas não frágil. Ela tinha suas forças internas e que parecia não ter fim. Ouvia sempre elogios sobre essa força descomunal. Diziam que não combinava com sua beleza, mas ela nunca se importou, pois para ela, beleza e força eram sinônimas em seu mundo. Duas palavras opostas em muitos lugares, mas que se completavam perfeitamente em seus círculos. Mesmo com o inverno rigoroso, ela permanecia intacta à todas as temperes.

Veio uma joaninha lhe visitar após o jantar para conhecer melhor do seu perfume e vida. Foi aí que tudo mudou…

Ela perdeu seu sono. Ela perdeu sua vontade. Ela não sabia o que havia acontecido, mas aquele ser mínimo, bagunçou sua fortaleza e a fez perceber que tudo no mundo é finito e que ela não sabia nada além do seu círculo, vaso e adjetivos baratos que ouvia todos os dias. E sabia que não adiantaria nada, pois nunca conseguiria voar como a joaninha.