Era mais uma tentativa em vão e ela apenas queria sumir dali…

Ela se sentia presa ao seus pesadelos e angústias sem fim. Era como se um ciclo infinito sempre prendesse todas as suas alternativas e ela vivia o mesmo sofrimento todas as vezes.

Ela tentou se desvencilhar daquela nuvem. Tentou conhecer novas pessoas e esquecer os velhos e nocivos hábitos de antes. Mas algo era mais forte que ela – e tudo se repetia novamente. As mesmas falas, o mesmo sorriso irônico na porta de saída e a mesma falta de desculpa que ela impunha, sem nenhuma razão aparente, à todos os que iniciavam uma promessa.

Ela sabe do veneno de viver sem saber se a promessa será cumprida. Ela sabe da falta de norte ao esperar por algo que nunca foi realmente desenhado. Ela sabe como é a angústia de nunca entender a razão e sabe muito bem que a insônia vai voltar, levando todo a sua vida para o abismo.

Ela não ouvia nenhuma palavra que o novo rapaz estava dizendo. Se perdeu quando ele disse que poderiam se ver na próxima semana para um filme e a velha desculpa barata a fez se levantar, fingir um mal-estar e entrar no táxi mais frustrada do que arrependida…