No início era algo desconhecido, buscando simplesmente o conhecimento ou o saber das razões expostas ali…

Buscando sinais de entendimento, algo que pudesse fazer uma aproximação. Não lembro quando e nem como aconteceu, mas as mãos foram dadas e um destino, indescritível e inexistente, foi traçado. Foi-se um tempo aproveitando o momento presente. O simples agora, recheado das dúvidas de não saber se ela estava gostando ou o que vinha após. Não existia o após. Era apenas o agora…

Pode ter sido lento e horrível, pode ter sido rápido e fatal. Nunca irei saber, o que o riso não sustentado queria dizer… O beijo veio selando a felicidade. Veio simbolizando algo que parecia fazer sentido. E rimos, como crianças, como anjos, como espíritos soltos… Do momento, do lugar, das pessoas, das histórias, do sabor…

Rimos! Veio o fim, o sempre e implacável fim. Com suas incertezas, pensamentos, alívio e até felicidade. Sim, felicidade, pois já sabia que iria acontecer de novo, teria um próximo capítulo. E o próximo chegou tempo depois.

Veio mais concreto, mais vivo. Veio sabendo que teria um início, meio e um novo fim. Tudo com a mesma intensidade, nada triste e sim certo, errado, bom, ruim… Só sei dizer por mim, nunca por ela… Causa talvez um estranhamento, unilateral, do sentido dessa epopeia recheada.

Sentimento? Quem sabe… Eu ainda procuro entender para compreender… Porém as mãos e o perfume mágico ficaram em mim para lembrar…