Havia uma certa tensão no ar, era como se estudasse os passos e palavras para fazer sentido ali, soltas em uma ruela qualquer…

Ela pegou minha mão e consegui sentir toda a tensão em seu corpo. Era uma angústia fantasiada. Um conjunto de lágrimas que ela tentava ignorar. Ela me perguntou “Isso dói apenas em mim?” e não era uma pergunta para resposta. Era um desabafo em forma de questionamento. Uma aquarela cinza em um meio tão vibrante que a tornava invisível.

Ela seguia os passos cambaleantes e desviava dos pontos marcados e dos brindes adolescentes. “Cheios de uma alegria que é tão falsa quanta a nota em seu bolso…” ela fez as lágrimas escaparem. Não era tristeza e sim a pressão. Era uma frustração que não suportou o enredo e deitou ao chão, depois de uma gritaria completa. Dali, ela ficou mais leve…

“Se as mudanças estão chegando, então é melhor cuidarmos das nossas emoções…” soluçou ela sorrindo ao fim…