Se fosse escrever sobre como se apaixonou, começaria errado. Se fosse falar como terminou, terminaria errado…
Às vezes lembro do nosso último beijo. Não sabíamos que este seria o beijo que selaria nosso fim de uma maneira tão comum ou desavisada…
Sombras e trevas mesclando com perfeição um verão intenso. Bom, ruim, certo e errado em perfeita conjectura com Júpiter transformando tudo em estrelas e luas…
Algumas noites seu perfume vem me relembrar de tudo o que passamos…
Existem épocas em nossas vidas em que somos destrutivos. Destrutivos no sentido de que TUDO em que colocamos a nossa força ou vontade se destrói…
Existe um momento em que a vida pede uma passagem diferente. Longe de alterar os rumos do vento, de cruzar caminhos diferentes ou alterar valores que achávamos serem perpétuos…
Não gosto mais de sorrir sem sentido, nem vejo graça em abraços nos (des)conhecidos que não sabem da minha vida…
Como uma nebulosa densa de indecifráveis caminhos, perambulante pêndulo que sempre tenta desenhar uma escapada redundante e cíclica…
Tudo começou igual àquela manhã. O café amargo, os exercícios de sempre, o fluxo de pessoas aumentando e diminuindo no metrô, e o sol judiando dos passos sem pedir licença…