Era como uma conexão que não tinha forças para se manter por mais que um instante…

Era uma daquelas histórias que contamos, amamos, das quais nos lembramos sempre, mas não levamos adiante; acabam empoeiradas e mortas no próximo deslize. Era como o sonho de infância realizado na vida adulta, mas que já não cabe nos passos do cotidiano. Era uma maneira tosca e esquisita de buscar motivação para o próximo dia, mas que falhou ainda no armário da ideia onde foi esculpida…

O tempo ainda não estava completamente aceitável. A chuva vinha sem avisar, o vento frio castigava o humor matinal e o espetáculo já vinha com meses de atraso injustificável. Nisso tudo, eu ainda deveria manter viva uma chama que já não sabia como alimentar — já não havia mais motivos para continuar naquele caminho…

Talvez fosse mais uma daquelas fases a que não vemos fim. Talvez fosse mais um dos momentos de que nos esqueceríamos quando o verão chegasse. Talvez tudo se justificasse no mês seguinte. Talvez o mundo voltasse a ser mundo, então…

Ou talvez tudo tenha acabado, restando apenas ruminar as lembranças, as razões vazias e as quase inexistentes alegrias de viver…