É como querer segurar a água com a força da mão. Por mais que a força se concentre, a água se esvazia rapidamente por entre espaços invisíveis…
De nada adianta ter alguém próximo e cativante se não possuímos realmente aquela pessoa. É como ostentar um título pelo qual você não jogou ou não se esforçou para conseguir. Estar presente não é ser presente. Ter é diferente de possuir alguém. A risada pode ser vazia e sonora demais, o filme repetido, a música antiga, o beijo de olhar aberto, o suspiro não de tesão, mas de saco cheio, e o convite para outro passeio feito apenas pela educação que o momento exige.
Sinais que não queremos identificar corretamente nos transportam para um mundo sombrio e traiçoeiro, que é tão resistente quanto a mão do primeiro parágrafo. Ela vai falhar na missão…
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