Na certa proporção desenhada existem as parábolas de ensinamentos cordiais. Existem os cumprimentos matutinos que encantam as donzelas do riacho…
É um caos desornado à beira mar. Como um mar de impossibilidades, fagulhas e centeias que podem criar a destruição jamais sonhada…
Os olhos cintilaram mais uma vez para acomodar a solidão fria. A boca, seca pela angústia, buscava o ardor refrescante nos pingos de saliva que ainda eram produzidos…
Com os barulhos e a sensação de infinito eu pensei em você. Eu me revi ao seu lado, mesmo tudo sendo um sonho…
A cor que entrava pela janela transbordava a verdade da estação. Era a súplica da aquarela que tomava corpo por ali…
O vidro respondeu o contra verso da carta estilhaçada. Foi assim que tudo começou…
Os papéis de presente no chão. A música desconhecida. A feira de bugigangas. Os copos partidos…
De uma janela violeta foi ditado o cântico do amor platônico…
O ar gélido congela a face fechada de alegria e agoniza na falta de lembranças…