Perambulo em círculos viciantes nestas esteiras conhecidas…
Era a mudança de estação que chegou tarde, mas embelezou o pedido que a melodia trazia com o vento do entardecer…
Tudo parece normal, mas o normal mesmo é ver a vida do ângulo oposto do vértice comum…
Temia escrever sobre o efeito do astral, pois sempre me traz lembranças e mais do que existir de especial…
São as cores bailando para fora do meu espaço, buscando uma liberdade que eu apenas desenhei em linhas escuras…
O vento me despertou e disse para me apressar porque hoje eu encontraria o amor…
É o devaneio de mais um copo solitário naquele lugar tão impessoal e degradável como a minha vida…
Ele ergueu a mão e pediu outra dose. Era o afago de uma alma condenada aos pensamentos perversos…
É sobre um peso que se sente, mas quase não se nota. É sobre o cansaço de ouvir sempre a mesma voz…