O relógio marcava 3h57 e ela mal havia deitado. A insônia era a sua única companhia desde que o verão se apagou em alguma memória…
Era como um epílogo confuso e destilado. Era uma forma de ser que o corpo já não o aguentava…
Eu sempre quis saber o porquê de as coisas serem assim. Sempre quis saber o significado de um sorriso e busquei a felicidade para ambos…
Abri a janela e o coração. O sol inundou o quarto, o coração inundou minha alma…
A poesia deu a partida no carro e seguiu seu caminho desconhecido por entre todas as possibilidades existentes…
Ela se sentou no único ponto que o sol batia. Era ainda uma tarde de verão e a sua pele já estava dourada…
É uma avalanche de situações que esmagam nossa capacidade de pensar, de agir, de sorrir e de viver…
Começo a me repetir em ideias que antes me pareciam inéditas e coerentes. Começo a redesenhar a mesma jornada que terminei anos atrás…
Mas você não pode dizer muito porque quando as palavras saem elas viram pó. É uma espera em algo que você possa confiar de verdade…