Ela jogou os sonhos pela janela da frente, vendo os voar para um futuro incerto e doloroso no horizonte…
Ele carregava as angústias e lágrimas que pesavam em seus passos, enquanto ela a leveza de um olhar cristalino…
Ela gostava de sentar-se em sua pequena varanda no fim da tarde. Era o momento que o sol batia e iluminava suas ansiedades…
Ela pintava seus lábios sempre com a cor forte do pecado e sorria por pensar qual pecado ela iria cometer na solidão…
Lá fora vem uma tarde furiosa rompendo a luz do sol e correndo contra o seu próprio tempo…
É como um outono doce que baila por ruas desertas com suas folhas caídas e derrotadas pelo tempo…
A melodia caminhava rapidamente para o refrão de alegria que subitamente trazia a vitória de um sonho realizado…
Parecia aquela mentira das mais engraçadas, mas foi assim que o casamento mais impossível de existir começou…
Às vezes me perguntam por onde eu andei por todos esses anos. Qual a razão do silêncio imposto sem nenhuma razão para existir…