Como uma coleção de ditos que já ditaram meus passos e muitos caminhos perdidos naquela época que muito se dizia, mas pouco entendia…
Seu nome era como o refrão daquela canção que poucos conheciam e muitos gostavam…
Ela acendeu as luzes no piscar dos olhos matinais. Ela preencheu o ambiente com um perfume tão natural quanto exótico. Ela quis saber seu nome, apenas para admirar a pronuncia…
Mostre algumas fotografias. Mostre o outono. Mostre algumas conquistas. Mostre sua queda…
Mas nem todos poderiam transcrever uma história repentina…
Devia eu estar dormindo e sonhei com Deus numa conversa franca, somente eu e ele como velhos amigos…
Estranho é pensar nos diversos caminhos que percorremos e nas diversas escolhas feitas durante nossas vidas…
Eu fui um sonhador mesmo antes de saber o que era sonhar…
Um envelope selado na esquina da mentira que cruzou na saudade estrangeira…
São cumprimentos ligeiros que fantasiam uma boa dose de histórias ilusórias. Foram beijos roubados em uma tarde de desejos e bebidas proibidas vendidas no mercado negro que ninguém conhecia. Risadas abafadas de sabor amanhecido e mentiras escassas.
Os cabelos cacheados bailavam na brisa fria da noite, os olhos brilhavam com o reflexo de um luar que parecia feito à mão, a blusa levemente aberta desvendando os traços leves de uma tatuagem secreta e ela dizendo sim para tudo o que me vinha à mente.
Ela se evaporou no segundo beijo. O sol brilhando forte em cima das pontadas de ressaca que a cabeça recebia. E ali fiquei com mais um capítulo sem saber o que de fato foi verdade ou mentira da embriaguez solitária que sempre sofri…