O rádio canta aquela canção triste e eu penso nas melodias perdidas que me fizeram chegar aqui…
Todos partiram, todos me deixaram com rasgos imortais, letras isoladas e harmonias repetidas. Tentando andar e visualizar através de borrões premeditados. Tentando ser verdadeiro, não sendo coeso. Vivo em um limite imposto por tragédias coloridas. Caminho por momentos abafados e de risos rarefeitos. Questionamentos marcados em papel inexistente ganham a vida neste cenário que não consigo descrever. Enquanto desengato para viver a emoção da descida, seu espírito proclamava os últimos suspiros e o Adeus era concreto…
Pobre garota que se perdeu entre planetas. Pobre garota que acreditava que nuvens eram algodões modelados. Pobre garota que se perdeu em uma falsa promessa, de uma quinta-feira nublada. Os versos escritos e cifrados voaram em algum momento e eu não pude buscar. Não pude trair meu instinto de poeta. Deixei-os voar livres e sem anseio. Deixe-os se perderem. Tudo acabou de uma maneira melancólica. A canção se perdeu, mas você ainda canta as mesmas coisas…
Você ainda canta em alguma varanda pintada de anis…
Conte-me algo aqui...