A tensão era quase que palpável na sala. Até os que achavam loucura, haviam silenciado para pensar melhor…

A menina de antes tentou responder o questionamento, mas se conteve claramente por não estar completamente certa e confortável com sua conclusão. Ele continuava encarando o chão como antes. O copo quase vazio, mas ainda suficiente para alguns goles e reflexões…

O silêncio chegava a incomodar. Ele sorriu e continuou…

“Eu diria que sim, o amor é maior que isso. Mas talvez não seja o amor que constrói uma família. Não seja o amor que se mantém intacto depois de tantas desilusões diárias e cotidianas. Talvez o que seja importante para ‘amarmos’ os nossos pais, seja algo forte, mas não amor. Talvez o que nossos pais sentiram um pelo outro, não fosse amor. Talvez algo mais forte do que a gente conhece, mas não necessariamente amor…”

“É que o amor é diferente de um para o outro…” interrompeu a outra garota de bate e pronto.

“Então temos que saber que tipo de amor estamos conhecendo ou ‘compartilhando’ com o outro? Se sinto um amor tipo A e você sente amor tipo B, não podemos ficar juntos, pois isso trará problemas no futuro? Não quis ser indelicado, mas é isso que você quis dizer?”

E um novo silêncio se fez depois do sorriso sem graça da garota, desviando o olhar para um ponto além…