Era um sonho tão atual e tão intenso que eu nunca desejei acordar e perder aquele momento contigo depois de tudo que passamos…

Era você ali na sua nova vida. E você sorria. Leve e mais ou menos realizada. Foi engraçado descobrir que você havia se mudado e que meus medos de te reencontrar nas ruas que nos conhecemos, nem existe mais. A razão de tudo foi um tremendo borrão e eu não consigo pontuar onde o sonho começou, mas a dinâmica foi diferente. Era como uma festa informal e ficamos conversando sobre coisas totalmente impessoais, nada relacionado à nós ou das brigas e de como foi o término até não saber de mais nada de você.

Sim, seu novo namorado estava e ficou sempre ao seu lado e achei isso bom, porque nitidamente você estava feliz e nem teria porque ele não participar dessa nova vida, pois é a vida de vocês.

Eu não quis acordar disso tudo, porque ali, naquelas poucas horas que me separavam de mais um dia, eu pude reviver o como era bom ter você perto – sorrindo, brincando e transformando o redor na leveza que experimentamos durante mais de um ano.

Quando o despertador tocou, você estava no meio de uma história engraçada. Tentei voltar ao ponto que você concluía a história, mas não consegui. Nunca usava a soneca, mas naqueles 18 minutos, eu tentei me transportar de novo para o mesmo ambiente. Não quis acordar, porque queria ter visto e sentido a sua gargalhada. Nem que fosse mentira. Nem que fosse em um sonho. Nem que fosse a última vez.