Um chão coberto de pedaços de vida. De lampejos e versos se faz essa poesia partida…

Das alegrias brilhantes,
Das novidades recentes,
Das tristezas pesadas e das despedidas sentidas.

É como um tapete harmônico em direção à um lugar novo
Ou rotineiro bastante para nunca se notar,
Recebe pulos infantis que se fantasiam com seu significado,
Outros tantos decididos e sem tempo para testemunhar nada,
E também os cambaleantes que se apoiam depois do pesado embriagar…

Mesmo que quebre, ele mostra sua força.
Mesmo que molhe, ele fica firme até secar.
Mesmo que suje, ele mistura sua poesia para continuar…

É o chão que o menino olha,
O chão que faz o caminho até um amor.
E é “um amor”, porque o amor tem tantos caminhos…
E nesses tantos caminhos, teremos sempre um chão
Novo ou velho,
Poeta ou bruto,
Mas sempre ali. Um chão.