Mesmo que fosse tudo uma mentira. Eu a queria de novo. Mais até do que a própria razão…
Há 15 anos que não a via e há 20 não falava com ela. Ela era uma doce lembrança de infância, de brincadeiras nas férias no interior. Ela da capital, eu do litoral.
“A mesa é só para um mesmo…” e a garçonete sorri como se fosse algo comum, mas ele percebe que cada vez mais não é…
Eu dei por mim no momento da abertura de porta. Parecia algo que nunca havia sonhado – uma mão entrelaçada, um sorriso postado e uma vontade enorme de ser feliz…
Já estava sendo o habitual desse novo mundo, onde tudo acontece de maneiras, intensidades e velocidades diferentes dos habituais…
Os corpos dos dois se desvencilharam. A voz dela era baixa demais e ele nunca entendia se ela estava sendo superficial ou realista com a situação toda…
Havia escurecido há pouco tempo, estávamos enrolados no sofá exaustos e com o filme novamente ignorado…
Você sorria de uma maneira distante. Eu tinha certeza que isso aconteceria depois de conhecer esse mundo aqui…
“Você sabe até quando ficamos juntos?” foi sua primeira frase da primeira manhã que acordamos juntos…