Gostaria de apertar a mão do meu velho amigo e dizer que a busca pelo azul promissor deu certo e que todos os percalços mostrados foram apenas um pouco do degrau que construí até aqui…
As conversas se soltam pela mesma abertura de antes, mas marcham em um ritmo tão frenético que não ganham cadência e se perdem depois das primeiras falas…
Há algumas semanas fui passar o final de semana para visitar um amigo cujos filhos faziam aniversário…
Com um véu seco, impermeável que dança ao vento noturno…
Encontrei meu corpo solto de razão e empoeirado pelas rimas que me picavam. Vi, na silhueta da janela, um oásis perfeito se formando na virada de calendário…
Ela se deita, tentando voltar a sonhar com todo o brilho que lhe cabe na lembrança: das danças suaves e do lindo toque de pétala que treinou e cuidou tanto tempo para ter…
Você se foi depois do feriado. Era uma noite quente e eu estava embriagado por tudo. Você ficou na mesa do bar enquanto eu dei as costas para o mundo que havia vivido…
Em uma rua pálida, uma senhora fez um gesto com sua bengala para os céus e suplicou. Suas palavras caíram na terra marginal, ecoando por entre folhas e limbo uma doce esfera de dúvida e angústia latente…
“E o que você tem para contar?” – não deveria ser uma pergunta. Deveria ser uma obrigatoriedade. Deveria ser algo de pronto acesso, de interpretação clara e de fácil explicação…