Tag poesia contemporânea

Onde estarão os sons de minha lembrança…

Abro este caderno de recordações em um profundo céu azul sem nuvens. Em alto-relevo estão todas as passagens e marcas deste carrossel cigano que foram meus meses descritos…

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Existiu um tempo entre ontem e hoje…

Existiu um tempo alegre. Um tempo simples e ingênuo, que se completava apenas pela simplicidade de existir…

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De promessas em promessas perdidas…

E assim começamos mais um ano com a magia de que tudo é possível, e tantas novas oportunidades surgem no nosso horizonte…

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O calendário mostrou o oito que era finito…

A casa vazia de agora não contrasta com o frenesi de horas atrás. A porta aberta, a saída antes do almoço e o aviso de adeus…

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Da carta que encontrei no meu chão…

“Traga-me o horizonte pela manhã, pois quero ver o que conseguirei ter com ele…”. Foi assim que a carta, amassada e esquecida pelo tempo, terminava em seu rodapé…

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O cheque voltou com um aviso…

A fúria de incontáveis aumentos de tarifas é parte da explicação do porquê vivemos nessa perdição vaga, onde há apenas destruição…

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Quando o verdadeiro Natal parece opaco…

E assim vemos as luzes piscando em fachadas e vitrines, como se cada lâmpada fosse a promessa de alegria que falta no nosso cardápio…

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O exílio pertence à procura…

Seu corpo estremeceu porque ele estava dormindo na outra ponta da cama…

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Dos seus afazeres ela viu a luz de fantasia… (Parte 3)

O crochê era sua atividade predileta, estava em sua vida havia quatro gerações – daquelas coisas que passam da bisavó para a avó, para a mãe, até chegar nela…

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