Eu também sofro. Como qualquer outra pessoa. Sofro com o inconsciente e com tudo que não posso realizar. Sofro e sofro muito…
É um caos desornado à beira mar. Como um mar de impossibilidades, fagulhas e centeias que podem criar a destruição jamais sonhada…
Depois das ruas vazias, portas fechadas, medo extremo, incógnitas a mil e muitas perguntas… Tudo começou a voltar ao normal…
Ele gostava daquela sensação do seu copo enchendo e a língua enrolando uma frase mais completa. Era a hora do dia mais aguardada…
Os olhos cintilaram mais uma vez para acomodar a solidão fria. A boca, seca pela angústia, buscava o ardor refrescante nos pingos de saliva que ainda eram produzidos…
Com os barulhos e a sensação de infinito eu pensei em você. Eu me revi ao seu lado, mesmo tudo sendo um sonho…
Eu me vejo naquele menino que brinca com sua bola, imaginando o momento e narrando um sucesso que nunca saiu da sua ilusão…
A cor que entrava pela janela transbordava a verdade da estação. Era a súplica da aquarela que tomava corpo por ali…
O vidro respondeu o contra verso da carta estilhaçada. Foi assim que tudo começou…