Ela suspirou alguma palavra abafada pela risada tímida e pousou o copo no balcão…

O intuito nunca foi paixão alucinada e longa. Seria algo passageiro, sem turbilhões ou explicações desnecessárias. Ela queria apenas o calor do momento, sentir o corpo junto de algo e acariciar partes quentes com as mãos dele e dela, descobrindo, redescobrindo, despindo…

Ela vivia o agora. Não prometia, pois nem queria cumprir. Não contava as semanas seguintes, a vida dela era em horas e as decisões imediatas. Foi assim que se virou com outra risada e esqueceu de todo o resto.

Dirigiu depois de algumas horas com o suor seco e sem saber se era seu ou dele. O cabelo não estava desarrumado, mas dava para entender o que se passou. O batom já havia sumido há milênios e os brincos estavam guardados na bolsa.

Dormiu bem e acordou para contemplar um café fresco na sua varanda. A chuva caia lá fora, mas não esfriava, pois ali era sempre um verão – por vezes ameno, mas a maior parte do ano forte o suficiente para nunca desacostumar.

E sorriu, pois nem lembrava o nome dele…